Os profissionais e a associação JOY devem pautar-se por uma conduta ética e coerente com os princípios e padrões previstos no Código de ética JOY assentes nos seguintes valores fundamentais:

  • Integridade
  • Responsabilidade profissional
  • Espírito colaborativo
  • Respeito pela pessoa humana
  • Excelência

Código de Ética JOY

Nota Prévia

Este Código de Ética destina-se a fornecer um quadro de princípios e valores que devem orientar a prática profissional dos seus subscritores, porém, a JOY não é responsável pelo trabalho dos profissionais associados, nem os supervisiona numa base contínua, aqueles são responsáveis pelo seu próprio trabalho e resultados.

PREÂMBULO

Como associados/as estamos empenhados em manter e promover uma prática de excelência nas áreas de coaching, mentoring, PNL, formação, facilitação e supervisão, atividades em franca expansão e desenvolvimento e cada vez mais profissionalizadas. O Código de Ética JOY estabelece a expectativa de melhores práticas dessas atividades e promove o desenvolvimento da excelência profissional.

Todos os nossos profissionais, nas suas funções de coaches, mentores, masters em PNL, supervisores, formadores, facilitadores e/ou formandos, como parte da sua adesão como associados JOY assumem o compromisso de assinar o presente Código de Ética e respeitar e praticar todos princípios e normas de conduta nele presentes.

O Código de Ética JOY é um documento orientador, sem força legal, mas que estabelece princípios e valores nos quais os profissionais e subscritores devem basear as suas práticas e descreve o que um profissional pode e não pode fazer.

O Código de Ética JOY tem por propósito o seguinte:

1) Orientar a conduta dos profissionais, fornecendo diretrizes apropriadas, estabelecendo responsabilidades e padrões de conduta para todos os profissionais que assinam e se vinculam a este código;

2) Informar os clientes dos nossos subscritores acerca do que esperar no que respeita a comportamento, atitude e desempenho na sua prática profissional;

3) Orientar o desenvolvimento e crescimento profissional dos nossos profissionais, dentro das competências da JOY;

4) Orientar os profissionais que não se intitulando como coach, mentor ou formador profissional, usam as competências de coaching, formação ou mentoring no seu trabalho;

5) Promover a credibilização e a confiança do público nas práticas de coaching, mentoring, PNL, formação e facilitação nessas áreas como processos de desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos.

5) Servir de base para qualquer queixa ou reclamação, na sequência dos respetivos procedimentos de queixa JOY.

O CÓDIGO DE ÉTICA JOY

O Código de Ética JOY está organizado em cinco secções e abrange as expectativas gerais de comportamento, atitude e conduta profissional de todos os profissionais signatários, todos os associados e associadas JOY e demais profissionais agregados, sejam pessoas singulares ou coletivas.

SECÇÃO 1) Terminologia adotada 

SECÇÃO 2) Conduta profissional com clientes

SECÇÃO 3) Conduta profissional geral

SECÇÃO 4) Política de Excelência

SECÇÃO 5) Compromisso com a ética JOY

SECÇÃO 1) TERMINOLOGIA ADOTADA

Por razões de legibilidade e ordem prática, este Código refere-se, quando apropriado a:

  1. Coachees, aprendizes e formandos/estudantes como “clientes”.

2. Formadores, facilitadores, mentores e supervisores como “profissionais”.

3. Coaching, formação, facilitação, tutoria e trabalho de supervisão como “trabalho profissional”.

4. Coaching, mentoring, formação, facilitação e supervisão como “profissão”.

Os signatários deste Código reconhecem que os termos “profissão” e “profissional” referenciados em 1. estão a ser utilizados para atividades sem regulamentação estatutária,  com exceção do profissional formador, mas que estão a ser cada vez mais profissionalizadas e autoregulamentadas.

SECÇÃO 2) CONDUTA PROFISSIONAL COM CLIENTES

Enquadramento:

2.1. Ao trabalhar profissionalmente com clientes em qualquer trabalho profissional previsto neste código, os profissionais devem comportar-se de acordo com as diretrizes nele, e empenhar-se em prestar o nível de serviço que se pode razoavelmente esperar de um profissional de coaching, mentoring, formação ou facilitação.

Da relação contratual:

2.2. Antes de dar início ao trabalho profissional com um cliente ou grupo de clientes, os profissionais devem proporcionar acesso a este Código de Ética JOY, e explicar o seu compromisso de respeito pelo mesmo. Os profissionais também devem promover junto dos seus clientes a consciência dos procedimentos de qualidade, de monitorização JOY dos seus profissionais associados e dos procedimentos de reclamação da JOY.      

2.3. Antes de começarem a trabalhar com um cliente, os profissionais devem explicar, promover e assegurar que o cliente conhece, e compreende plenamente, a natureza e os termos e condições de qualquer contrato de coaching, mentoring, formação, facilitação ou supervisão, incluindo acordos financeiros, logísticos e de confidencialidade. 

2.4. Os profissionais devem utilizar os seus conhecimentos e a sua experiência profissional para compreender as expectativas e objetivos dos seus clientes e para chegar a acordo sobre a forma e plano para alcançar. Os profissionais devem ter sempre em conta as necessidades e expectativas de outras partes interessadas.

2.5. Os profissionais devem ser claros sobre os métodos que utilizam, e, a pedido, estar prontos para fornecer ao cliente informações sobre os processos envolvidos.

2.6. Os profissionais devem assegurar que a duração do contrato que é estabelecido com o cliente é apropriada para alcançar os objetivos do cliente e devem trabalhar ativamente para promover a independência e autossuficiência do cliente.

2.7. Os profissionais devem assegurar-se de que o cenário e contexto em que se realizam as sessões de coaching, orientação, supervisão, facilitação ou formação oferece condições ótimas de aprendizagem e reflexão e, portanto, uma maior probabilidade de atingir os objetivos estabelecidos no contrato que foi celebrado.

2.8. Os profissionais devem sempre colocar os interesses, objetivos e motivações dos seus clientes em primeiro lugar, mas ao mesmo tempo salvaguardar que esses interesses não prejudiquem a sua própria integridade e trabalho.

Sobre Integridade:

2.9. Os profissionais devem representar de forma precisa e honesta as suas qualificações profissionais, a sua experiência, a sua formação, as suas certificações e acreditações junto de clientes e outros profissionais, que as solicitem.

2.10. Na comunicação do seu trabalho, os profissionais devem representar de forma precisa e honesta o valor que fornecem como coach, formador, facilitador, mentor ou supervisor.

2.11. Os profissionais devem assegurar que não serão feitas, ou implícitas, reivindicações falsas ou enganosas sobre a sua competência profissional, qualificações ou acreditação em qualquer material publicado, promocional ou outro. Os profissionais deverão atribuir a propriedade do trabalho, ideias e materiais de terceiros ao autor e não os devem reivindicar como seus.

2.12. Os profissionais devem agir sempre de acordo e com respeito à lei aplicável e não devem encorajar, assistir ou conspirar com conduta desonesta, ilegal, não profissional ou discriminatória.

Sobre confidencialidade, privacidade e proteção de dados:

2.13. Ao trabalhar com clientes, os profissionais devem manter os mais estritos níveis de confidencialidade relativamente a todas as informações dos clientes e devem manter um acordo claro com os clientes sobre as condições em que a confidencialidade possa ser levantada, por exemplo, quando a divulgação de informação seja exigida por lei.

2.14. Os profissionais devem manter, armazenar e devem dispor de registos apropriados e precisos sobre o seu trabalho com os clientes, incluindo ficheiros eletrónicos e comunicações, de forma a assegurar a confidencialidade, segurança e privacidade, e a cumprir todas as leis e acordos relevantes existentes em Portugal e nos países onde prestam trabalho profissional relativos à proteção de dados e privacidade.

2.15. Os profissionais devem informar os clientes quando estejam sob supervisão e devem solicitar autorização para que o cliente possa ser referido de forma anónima neste contexto.  O cliente deve ter a certeza de que a relação de supervisão é, em si mesma, uma relação confidencial.

2.16. Se o cliente for uma criança ou um adulto em situação vulnerável e desfavorecida, os profissionais devem fazer acordos com os clientes ou tutores do cliente para assegurar um nível adequado de confidencialidade no melhor interesse do cliente, cumprindo ao mesmo tempo toda a legislação relevante.

Da intimidade com clientes:

2.17. Os profissionais são responsáveis por definir e manter limites claros e apropriados nas suas interações presenciais e virtuais com clientes e devem evitar qualquer relação romântica ou sexual com clientes atuais e tomar as medidas apropriadas para evitar a intimidade, a fim de proporcionar um ambiente de trabalho seguro.

Dos conflito de interesses:

2.18. Os profissionais não podem explorar um cliente ou obter qualquer vantagem financeira ou não financeira inadequada da relação com o cliente. Para evitar qualquer conflito de interesses, os profissionais devem distinguir claramente uma relação profissional com um cliente de outras formas de relacionamento.

2.19. Os profissionais devem estar sempre conscientes de potenciais conflitos de interesse de natureza comercial ou pessoal que surjam através da relação de trabalho e devem conversar abertamente sobre qualquer conflito e tratar esses conflitos de interesses rápida e eficazmente, a fim de assegurar que não haja prejuízo para o cliente. Devem ainda concordar em retirar-se da relação profissional se surgir um conflito que não possa ser ultrapassado eficazmente.

2.20. Os profissionais devem considerar o impacto de quaisquer relações do cliente e devem conversar e debater qualquer potencial conflito de interesses em admitir como clientes pessoas das relações pessoais do atual cliente.

Término das relações profissionais e das responsabilidades assumidas contratualmente:

2.21. Os profissionais  devem respeitar o direito do cliente por termo a um compromisso em qualquer ponto do processo, sujeito às disposições do contrato de serviços de coaching, mentoring, formação, facilitação ou supervisão e devem encorajar o cliente pôr-lhe termo se se entender que o cliente seria melhor orientado por outro profissional ou por uma forma distinta de ajuda profissional.

2.22. Os profissionais compreendem que as suas responsabilidades profissionais continuam para além da cessação da relação profissional, incluindo:

  1. Manutenção da confidencialidade de todas as informações relativas a clientes;
  2. Manutenção em segurança e proteção de todos os registos e dados relacionados que respeitem todas as leis e acordos relevantes vigentes em Portugal e demais países onde exercem a sua prestação, em matéria de proteção de dados e privacidade;
  3. Evitar qualquer exploração da relação anterior, que de outra forma poderia pôr em causa o profissionalismo ou a integridade do profissional ou da comunidade profissional;
  4. Prestação de qualquer acompanhamento que tenha sido acordado.

2.23. Os profissionais são aconselhados a prever uma cláusula de transferência de clientes atuais e divulgação de registos em caso de incapacidade, ou cessação da prática do profissional.

SECÇÃO 3) CONDUTA PROFISSIONAL GERAL

Manter a reputação da profissão:

3.1. Os profissionais devem comportar-se de uma forma profissional que reflita sempre positivamente os serviços que prestam e demonstrar respeito pela variedade de profissionais em exercício e outros indivíduos na profissão e pelas diferentes abordagens ao coaching, mentoring, facilitação formação e supervisão e contribuir para a boa reputação do trabalho profissional nas metodologias previstas neste Código.  

Reconhecer a igualdade e a diversidade:

3.2. Os profissionais devem respeitar a diversidade cultural e promover a inclusão e envolver-se e inscrever-se em atividades de desenvolvimento que aumentem a sua autoconsciência em relação à igualdade e diversidade.

3.3. Os profissionais devem evitar a discriminação consciente por qualquer motivo e devem procurar aumentar a sua própria consciência de possíveis áreas de discriminação e estar cientes de potenciais preconceitos inconscientes e procurar assegurar-se de que adotam uma abordagem respeitosa e inclusiva, que acolhe as diferenças individuais.

3.4. Os profissionais devem sensibilizar e abordar, de forma pedagógica, quaisquer colegas, colaboradores, prestadores de serviços, clientes ou formandos que usem comportamentos discriminatórios.

3.5. Os profissionais devem controlar a sua comunicação oral, escrita e não verbal para não cometerem discriminação e exclusão inadvertidas.

Violações deste Código:

3.6. Os profissionais aceitam que qualquer violação do Código que seja reportada como reclamação pode resultar em sanções, incluindo a perda do estatuto de associado.

3.7. Um profissional subscritor/associado deve participar e reportar de forma fundamentada sobre outro profissional subscritor se tiver motivos fundamentados, circunstanciados e razoáveis para acreditar que este agiu em violação do presente Código de Ética.

Respeito pela lei e seguro profissional:

3.8. Os profissionais são obrigados a manter-se atualizados e a cumprir todos os requisitos legais e estatutários relevantes em Portugal e respeitar legislação vigente noutros países onde prestem trabalho profissional.

3.9 Os profissionais devem estar cobertos por seguro de profissional adequado para cobrir responsabilidades pelo seu trabalho de coaching, mentoring, formação, facilitação e supervisão nos países em que operam.

SECÇÃO 4) POLÍTICA DE EXCELÊNCIA

Do desempenho dos profissionais:

4.1. Os profissionais devem possuir as qualificações, aptidões e experiência adequadas e necessárias para satisfazer as necessidades do cliente e devem operar dentro dos limites da sua competência e encaminhar o cliente para um profissional mais experiente ou devidamente qualificado, sempre que apropriado.

4.2. Os profissionais devem estar aptos e saudáveis para a prática do trabalho profissional a que se propõem a nível de saúde física, mental e emocional. Se não estiverem, ou se não tiverem a certeza de serem capazes de praticar com segurança por razões de saúde, devem procurar orientação ou apoio profissional. Quando necessário ou apropriado, o profissional deverá gerir o término do seu trabalho com o cliente e encaminhar o cliente para um profissional alternativo, nos termos previstos nos pontos anteriores.

Sobre o desenvolvimento profissional contínuo:

4.3 Os profissionais devem, de forma contínua, desenvolver o seu nível de competência de coaching, PNL, formação, mentoring e supervisão através da participação em formação, seminários e outras atividades relevantes e adequadas ao seu desenvolvimento profissional contínuo.

4.4. Espera-se que os profissionais contribuam para a sua comunidade profissional de forma adequada ao seu nível de especialização, nomeadamente através de apoio informal aos colegas profissionais em exercício, contributos para o avanço da profissão, investigação, escrita, etc.

4.5 Os profissionais devem avaliar sistematicamente a qualidade do seu trabalho através do feedback dos clientes, do seu supervisor e de outras partes interessadas.

SECÇÃO 5) COMPROMISSO COM A ÉTICA JOY

5.1 Cada signatário do Código de Ética JOY é livre de acrescentar princípios éticos adicionais e/ou de um código de conduta para complementar o Código de Ética JOY, desde que respeitada a essência do presente código e nunca contraditórios com ele.

5.2 Os profissionais subscritores reconhecem e concordam com o Código de Ética JOY e assumem o compromisso de cumprir com as suas obrigações éticas e legais com Clientes, outros profissionais e público em geral, sujeitando-se a ser responsabilizados pelo seu incumprimento das normas nele presentes, designadamente perdendo a filiação JOY e outras credencias ou selos de qualidade pela JOY atribuídos.